No meu processo de amadurecimento, é assim que vejo, enfrento, encaro e percebo o mundo!
segunda-feira, setembro 03, 2018
segunda-feira, abril 20, 2015
Quem não quer ser feliz?
Quem não quer ser feliz?
Essa pergunta passou pela minha cabeça, hoje, pensando nas coisas que me aconteceram nos últimos dias, pela proximidade do meu aniversário, em virtude das bençãos que tenho recebido no dia a dia, e ao longo da minha vida.
É fácil supor, que todos querem ser felizes, mas esse é um pensamento romanceado, infantil mesmo, quando é posto que a felicidade é o pote de ouro no fim do arco-íris.
Durante muito tempo foi difícil eliminar esse padrão de felicidade, o "final feliz"! Talvez, em alguns momentos ainda seja. Não é tão simples nos desprendermos de valores tão cristalizados, mas tenho descoberto a felicidade no fato de existir, E essa constatação me levou a pergunta.
Trabalho com pessoas o tempo todo, cuido de cabelos, mas na maioria das vezes me importo com cabeças.
Tenho visto muita gente que não quer ser feliz, ou talvez não saiba, enfim, pessoas que sonham com a felicidade como objeto concreto , não algo a ser construído, conquistado no dia a dia. Pessoas com potenciais enormes, bonitas, inteligentes, que não se olham, que vivem em função de expectativas, que não vibram com o valor de suas realizações.
Pessoas que têm medo de sonhar, que ficam se dando desculpas para não correr atrás do que acreditam. Que vivem em empregos que não os faz felizes, em relacionamentos por comodismo, esperando por milagres, coisas incríveis... Que não enxergam o óbvio, o mais incrível está aqui, no agora, este momento precioso, em que podemos decidir, fazer igual ou diferente, mas de buscar a essência do que te realiza.
Existem, pessoas como eu, que estão sempre buscando, que param no meio do caminho, desistem, voltam atrás, extrapolam no agora, e pagam a conta depois, que correm atrás do prejuízo. Ás vezes é frustrante, na verdade, é sempre frustrante, não concluir algo, no entanto, existe um negócio doido que é a capacidade de recomeçar, de reinventar, de colocar tudo em ordem de novo.
Carecemos de foco, não de paixão ou de amor... Isso temos de sobra, acreditamos que somos fadados à felicidade
E, existem aquelas pessoas que não querem ser feliz, que por medo da frustração, não arriscam, se enclausuram em medos, se fecham em copas, não iniciam projeto algum, com medo de fracassarem, não investem no amor, com medo de sofrerem, não criam laços afetivos, vivem infelizes, amarguradas, sentindo inveja, rancor, colocando diretrizes, estereótipos, repetindo a si mesmas, que felicidade não existe.
Ser feliz é escolha, todos os dias, entre o que há de melhor ou pior, entre o copo quase cheio ou quase vazio quado ele está pela metade, É trabalhar por dias melhores, cair e levantar, tentar escrever uma bela história.
Quando escolhemos o "não", fechamos as portas das possibilidades, nos protegemos das dores, mas não do vazio e da solidão, nos afastamos das decepções, mas não do medo... É cansativo usar tantas amarras. Experimente se permitir!
quarta-feira, março 25, 2015
Transtorno de humor
#Transtordodohumor, esse é o mal que sofro. Alguns dias acordo certa, decidida, focada, cheia de planos, motivada, e mantenho isso por uma semana, ou duas, mas de repente, um cansaço, desânimo se abate sobre mim, uma vontade de me encolher e não fazer nada, exceto trabalhar. no trabalho é onde me escondo, me refugio e sou feliz. Mas, quando a agenda está vazia entro num processo de ansiedade destrutivo, e aí vem as gordices, o consumo de bebidas alcoólicas exagerado, e a descrença no meu profissionalismo, consequentemente em mim mesma, a insegurança e de novo a ansiedade. não perco a fé, isso me mantém tentando.
É complicado lidar com esses sintomas. É cansativo. Parece que nunca consigo construir nada concreto.
Então um dia acordo esperançosa e motivada novamente. quando em tratamento esses sintomas são minimizados porque minha psicóloga me ajuda a perceber o que é ou não real nisso tudo. Ajuda a me manter equilibrada e focada, a me organizar emocional e racionalmente,
Há mais de dois meses estou sem acompanhamento, e está tudo difícil pra mim.
Alguém pode se perguntar, por que mesmo, eu resolvi compartilhar isso no blog? Respondo, porque essa também sou eu, sem poesia, sem melodia, só com minha ansiedade, receios e inseguranças.
Pode ser, que alguém leia esse texto e entenda o processo pelo qual tem passado e decida buscar ajuda.
Transtorno de humor pode levar a depressão profunda se não cuidado, a loucura, a um caminho sem volta.
Não deixe de se cuidar!
No processo de ser feliz, lidamos com pedras e espinhos, com prazeres e dores, alegrias e tristezas, e com isso encontramos a resiliência, adiquirimos serenidade para lidar com ambos.
#diariodeumalouca
#diariodeumalouca
quinta-feira, fevereiro 12, 2015
"...Eu estava em paz quando você chegou..."
O mundo está enlouquecendo. Eu estou enlouquecendo.
Bilhões são roubados na Petrobrás, crise de água, pai casando com filha, gente matando os outros e filmando, brigando por causa de futebol...
Eu aqui, pensando em você.
Bloqueei o celular, todos os números que você costuma me ligar, bloqueei o whats app. Já tentei buscar mil coisas, imagens, que justifiquem o fato de eu não querer pensar em você, e não encontro, à não ser coisas boas, e isso não é bom...
Não definitivamente isso não é bom!
Até ontem, pensei que fosse. Ontem eu acreditava em você e em felicidade, melhor, acreditava em felizes para sempre.
Hoje, futuro totalmente incerto, divago confusa sobre passado e futuro, e só tenho poder sobre o presente e um aparelho de celular bloqueado, pra tentar bloquear em mim a tristeza, a mágoa que você me causou.
Existe uma coisa sobre mim, que você não leva em conta, eu gosto do simples, de quem gosta de mim, dos meus, de estar perto. Gosto de mãos dadas e de quem se importa. Gosto de surpresas!!!
Já recebi flores de amigos, nunca de amores... não sei se gosto, mas tenho impressão de que adoraria receber flores.
Gosto de beijo na boca de graça.
Gosto que atenda meus pedidos, não faço muitos... Sou simples.
Quero sair, você não gosta. Churrasco em família você não quer... Conhecer alguém que eu amo... você não sabe se pode.
Ontem eu era feliz.... ontem você completava minha felicidade... Hoje bloqueei você.
Não, não é o fim... você sabe onde moro, onde trabalho, tem todos os meus números, lugares que frequento, não, não é o fim... Ficarei feliz ao ouvir sua voz, e você vai ligar...
Ligou!
Hoje eu queria que não fossem 12 anos. Queria que fosse um namoradinho de boteco, tão descartável quanto o guardanapo que acompanha as porções, satisfatório como uma porção de picanha, que depois de comida, já não importa mais. Mas temos uma história, bonita, em sua trajetória... E nada é tão simples, porque não é sobre você, é sobre mim...
Sobre o meu amor por mim e por você. Sobre planos e sonhos...
No entanto, hoje, mesmo depois do salto que meu coração deu ao receber sua ligação, me sinto triste e magoada...
me consola o silêncio, me confortam as palavras... ao escrever não tenho que desatar o nó que tenho na garganta com lágrimas, choro usando os dedos , derramando-me em palavras.
"O mundo está ao contrário e ninguém reparou"...
Os noticiário dão notas de coisas absurdas... Acidentes, mortes, corrupção, violência e descaso... E Carnaval...
E eu, só quero saber de você...Você ligou... Desbloqueei o telefone.
terça-feira, janeiro 20, 2015
Insônia
Jurei algumas vezes que jamais perderia o sono... E perdi! Devo dizer, não há poesia na insônia, pode haver um pouco de tudo: medo, angustia, ansiedade, solidão, tristeza... Mas a insônia, não te traz nada de bom, não advém de algo bom. Ela se instala, rouba sonhos, instala neuroses, ressuscita fantasmas, acentua dores.
No escuro, á meia luz, ouvindo música, vendo tv, lendo emails, procurando alguém pra conversar em chats ou redes sociais, talvez, mesmo, na cozinha comendo algo, na sala, jogado no sofá... Andando pela casa, fumando na varanda, ou embriagando-se num bar: a insônia se entrelaça no corpo, e pesa.
A minha me pegou na cama, olhando o ser amado dormir, ouvindo-o roncar. Nada disso me incomoda, o ronco sempre me deixou dormir. Foi o medo, a constatação de que tudo pode acabar, que me deixou assim...é, às vezes, não vem o sono, ele se esconde atrás de alguma porta ou janela, por onde bateu asas, os sonhos...
Cansei de ler, cansei de pensar... Apeguei-me as palavras... Com elas, tarde da noite ou cedo da madrugada adormeci....
quinta-feira, novembro 27, 2014
Se eu puder te desejar algo, que seja amor!!!
os dias são complicados, às vezes!
viver é complicado, quase sempre!
mas, se eu puder te desejar algo,
que seja amor!
aquele amor que contamine sua mente assim que você abre os olhos.
que te faça sorrir quando tiver que resolver um problema de álgebra, lógica ou metafisica.
que te faça chorar pela possibilidade de perder, ou que simplesmente te faça sonhar por existir.
te desejo amor.
o dono da insônia e dos planos.
que te faça repousar e camas macias e lençóis serenos, e te desperte em rompantes de paixões.
que seja seu porto seguro, seu norte...
amor, que seja sua benção e sua cura.
que te liberte dos seus medos.
que te faça sentir como quem anda descalço em grama macia.
como quem caminha debaixo de chuva morna em tarde de verão.
te desejo um amor que te liberte de toda essa bagagem...
que só te prenda se for para caminhar de mãos dadas.
te desejo um amor só seu...
que você cuide muito bem dele,
ele cuide muito bem de você,
e ambos cuidem sempre, um do outro.
se for para te desejar algo, te desejo amor.
que te mantenha vivo.
que te dê motivos,
que compartilhe mais amor!!!!
quinta-feira, novembro 20, 2014
Decepções
O que é escrever??? Se não, uma sequência de decepções... Porque decepções destroem sonhos... e escrever é sonhar... Será???
Planos!
Planos nos movem... e quando não são o que achávamos que deveriam ser????
São lacunas vazias.
São quês sem porquês!!!
E, um dia, eu fui uma menina...
Não sei se cresci....
Sei apenas que tudo o que queria era não estar aqui!!....
... estou!
A noite cai... e eu sou apenas um pedacinho do universo...
Sem aviso... sem importância...
Apenas eu.
Planos!
Planos nos movem... e quando não são o que achávamos que deveriam ser????
São lacunas vazias.
São quês sem porquês!!!
E, um dia, eu fui uma menina...
Não sei se cresci....
Sei apenas que tudo o que queria era não estar aqui!!....
... estou!
A noite cai... e eu sou apenas um pedacinho do universo...
Sem aviso... sem importância...
Apenas eu.
terça-feira, novembro 18, 2014
Mais uma carta de amor!
Meu amor,
Era um pouco mais que uma menina, 22 anos!
Estava definindo minha profissão, me recuperando dos desamores... Você também!
Começou como brincadeira, mas de repente, me vi completamente apaixonada!!!
Ao seu lado tive dias incríveis, pude contar com seu apoio e seu cuidado, mas também aprendi o quanto relações anteriores prejudicam momentos que deveriam ser apenas leves...
Senti um outro tipo de dor... Como descobri novos prazeres.
Experimentei o ciúmes de um modo impar, daquele que dilacera o corpo, que faz doer. No entanto, foi nos seus braços que encontrei segurança e conforto.
Nossos caminhos, apesar de estarmos próximos, ainda não haviam se cruzado.
Nos separamos...
Enfrentei o desespero!
Entendi que era amor.
Então você voltou!... Nem tudo foi perfeito... Eu com tantos sonhos... Construindo castelos por nós dois... Era difícil encarar o fato de que éramos diferentes... Então experimentei a solidão... O desprezo... Entrei num jogo de infelicidade e cobranças... e, mais uma vez, FIM!!!
Jurei que sobreviveria... Saí, conheci pessoas, experimentei viver sem o seu cheiro, sem seu gosto... Mas nada, nem ninguém me completava. Mesmo rindo, eu estava triste!
Te chamei!!!
Sua voz ao telefone me dizendo que era melhor não, que você não queria me magoar...
No meu peito, o coração parecia tão pequeno, tão perto de explodir... Tinha lançado por terra meu orgulho... repetia diversas vezes : "O amor é paciente, o amor é bondoso... não se orgulha... Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta..." então ouvi um Sim!... está bem vou te encontrar... Disse a você e a mim mesma que eu cuidaria do meu coração... que seria só corpo, coisa de pele... tudo ficaria bem!!
Nos reencontramos, fizemos amor... jamais sentira uma emoção tão forte ao atingir o êxtase, como naquela noite! Como era bom sentir seu cheiro, sua pele, respiração tão de perto novamente e deitar ao seu lado...
Como foi duro não adormecer e ter que deixar você ir...Pensei em todas as coisas que ouvi sobre o amor:
"Quem ama deixa livre!!!"
Liçãozinha ruim de aprender, pior ainda colocar em prática... Por tantas vezes, te deixei partir, e ficava ansiosa esperando o momento da sua volta... Minha vida se dividia entre triste e feliz. Triste sem você, e feliz ao seu lado!
Ah, eu saía, brincava, conhecia pessoas... Mas quando o telefone tocava, eu sabia que visitaria meu pedaço do paraíso...
Hoje, estamos juntos!!!
Não me arrependo de nada, nada do que passamos... Às vezes, fico te observando dormir e sorrio lembrando de tudo... Sinto o seu cheiro, os pelinhos das suas costas me coçando o nariz, e tenho certeza: Tudo valeu a pena!!
Valeu a pena, porque o seu braço é o lugar para onde quero voltar, e é maravilhoso saber que ele está lá, me esperando.
Porque ao longo desses anos você foi e é meu porto seguro, meu homem, meu amor!
Você me faz sorrir, mesmo quando distante.
Me faz ficar quente, só de imaginar...
Ao seu lado tenho vontade de ficar mais bonita, de ser mais inteligente, de realizar mais e mais... Mas tenho vontade de ficar bem quietinha e deixar você me cuidar e proteger.
Pra você quero ser a mulher mais sexy, mais forte, mais companheira...
Isso pode fazer de mim, ás vezes, uma mulher muito chata... mas creia-me, e creia no meu amor, porque tudo, tudo o que tento fazer por nós dois, é tentando retribuir e conservar o tanto que você já me fez feliz, e o tanto que ainda fará!!!
Eu te amo!!!
quarta-feira, março 12, 2014
Mudando de Vida!!!
Quando escrevi a postagem anterior, falava do nascimento de uma criança... a Edmunda, que nada mais era do que o prenúncio de novos planos sonhos, objetivos... Na verdade, Edmunda não cresceu tanto assim, ainda fica assustada e chora quando dá alguns passos, olha para trás e vê que está só...
Caminhar é um exercício solitário quando se tem um objetivo. Há os que incentivam, os que torcem, até mesmo aqueles, e graças a Deus por esses, que ajudam a levantar quando tropeço, torço o pé ou realmente caio, mas um passo após o outro é individual, seja no projeto de eliminar peso e medidas, ou de empreender um novo negócio, ás vezes, simplesmente, o ato de caminhar, dar continuidade é pesado, difícil.
Pois, bem, estou caminhando, em diversos sentidos, pessoal, profissional, com ajuda da minha psicóloga e terapeuta Giuliana, com o apoio de alguns familiares e do meu amor, Melite, juntamente com muito trabalho e dedicação. Conto também com minha nutricionista Lenycia Neri e com meu orientador e preparador físico Roberto Cesar Gomes junto com seu sócio Ricardo Giustra.
Eu não sou a pessoa mais focada, centrada que eu conheço, mas sou uma das, que realmente acreditam em felicidade, em fazer coisas, tomar decisões, buscar ajuda, caminhar, de fato, apenas se houver o objetivo de ser feliz, de fazer alguém feliz.
Tenho aprendido diariamente que o processo é o mais divertido, porque cada etapa alcançada, cada meta atingida , cada quilo eliminado, cada móvel adquirido pro meu projeto, dá margem, caminho para uma nova conquista, e seguir na caminhada. Isso é gostoso, e é bom.
Realizar é maravilhoso!!!!
Não pensem que não existam dias ruins, existem todas as graduações de cores no meu dia a dia, mas existem as minhas escolhas e as consequências delas, ponto. E hoje, hoje, estou feliz, não foi a melhor eliminação de peso em 11 meses da história... Mas foi uma das mais felizes!!!
E se você estiver me lendo agora, acredite, eu tentarei diariamente, fazer tudo, o mais correto possível, mas eu não vou deixar de tomar umas com os amigos, ou de comer um bolo maravilhoso feito pela minha irmã....
Eu vou viver, só por hoje, como foi com o cigarro, só por hoje, da melhor maneira que eu puder!
Se você me perguntar de qual dessas duas Jéssica"s" eu gosto mais, eu te direi, ambas, porque as duas são partes que carrego em mim!!!!
Nunca desista dos seus sonhos nem de você, vá ser feliz, porque eu, já estou sendo!!!
Quanto a Edmunda?! ... continuaremos caminhando....
domingo, setembro 23, 2012
Pequena Edmunda... Nasceu!
Quando Edmunda nasceu sentiu um frio e algo segurando-a, não entendia aquele universo ao seu redor, depois de passar tempos boiando num líquido quente, ouvindo tudo de um modo singular, sentia que seu mundo ficava cada vez menor, na verdade era ela quem crescia, então não cabia mais ali, par sair teve que passar por um lugar que era apertado pra porra, e estava parada ali, abismada, quieta. Sentiu uma leve pancada no seu bumbum e o primeiro choro... Queria bater no desgraçado, e constatou que não poderia fazer isso, era muito pequena, mas jurou a si mesma, isso não fica barato!
Logo foi agasalhada e pensou, até que este mundo não é ruim... Típico da alma feminina, mudanças súbitas de comportamento!
- Vocês não sabem, mas mulheres nascem enlouquecidas e cheias de neuras, também de ternura e gestos engraçados, ter saído do raio da costela de um homem, pode deixar qualquer criatura enlouquecida desde o ventre, pior, elas, nós, somos geradas por outras mulheres! Não há como fugir disto .-
Não tinha estrela brilhando no dia em que nasceu, era tarde de segunda-feira, e em São Paulo, o mundo não para, principalmente na segunda feira, Edmunda não sabia disso, mas o tempo passa, e isso ela não demoraria a entender.
A vantagem de chegar assim, num novo universo, é que se desconhece tudo, prazer amor, dor, felicidade, tristeza, só sensações, a nossa primeira relação com o universo externo, claro, no caso de Edmunda, junto com toda a loucura feminina... E falando em sensações, sentia fome, em mudanças extremas, mulheres sempre, sentem fome, pelo menos a maioria delas, pela primeira vez na vida Edmunda comeu. Não era a melhor coisa do mundo, mas o que tinha para aquele dia, o primeiro, de muitos que desejo para sua tenra vida!
E foi assim... Hoje lhes apresento Edmunda, minha pequena... que viverá experiências incríveis, ás vezes absurdas, enlouquecidas, deprimentes, felizes, ou patéticas e todas as sensações que teve e terá como uma menina que nasce e é criada neste mundo doido em que vivemos!
Seja bem vinda minha pequena!!!
Sejam bem vindos leitores!
Logo foi agasalhada e pensou, até que este mundo não é ruim... Típico da alma feminina, mudanças súbitas de comportamento!
- Vocês não sabem, mas mulheres nascem enlouquecidas e cheias de neuras, também de ternura e gestos engraçados, ter saído do raio da costela de um homem, pode deixar qualquer criatura enlouquecida desde o ventre, pior, elas, nós, somos geradas por outras mulheres! Não há como fugir disto .-
Não tinha estrela brilhando no dia em que nasceu, era tarde de segunda-feira, e em São Paulo, o mundo não para, principalmente na segunda feira, Edmunda não sabia disso, mas o tempo passa, e isso ela não demoraria a entender.
A vantagem de chegar assim, num novo universo, é que se desconhece tudo, prazer amor, dor, felicidade, tristeza, só sensações, a nossa primeira relação com o universo externo, claro, no caso de Edmunda, junto com toda a loucura feminina... E falando em sensações, sentia fome, em mudanças extremas, mulheres sempre, sentem fome, pelo menos a maioria delas, pela primeira vez na vida Edmunda comeu. Não era a melhor coisa do mundo, mas o que tinha para aquele dia, o primeiro, de muitos que desejo para sua tenra vida!
E foi assim... Hoje lhes apresento Edmunda, minha pequena... que viverá experiências incríveis, ás vezes absurdas, enlouquecidas, deprimentes, felizes, ou patéticas e todas as sensações que teve e terá como uma menina que nasce e é criada neste mundo doido em que vivemos!
Seja bem vinda minha pequena!!!
Sejam bem vindos leitores!
Sempre o recomeço!
O domingo está indo pro saco, logo vem a bela e doce segunda-feira, acabou o futebol, o Faustão logo se despede, e aí vem o Fantástico... Esse é um daqueles momentos, que já estando cansado, o corpo esparramado no sofá, só resta acompanhar as últimas notícias e o relógio girar... Mais uma semana faces, por isso esse ciclo de dias existem, para que possamos recuperar as forças, recomeçarmos de novo, retomarmos os planos deixados pára trás ao longo dos dias, a dieta, a caminhada, o estudo, os projetos, o que quer que seja, podemos reiniciar... Há tempos não escrevo no meu blog, sempre prometo que amanhã o farei, e os dias passam.... Mas mais uma vez me programo, é isso que farei!!! ... Amanhã, não sei, tenho me projetado no hoje, no agora a única coisa que tenho, o único momento tenho me apaixonado e desapaixonado por vezes, tenho amado e odiado sempre, coisas diversas, ou as mesmas, não importa. Tenho aprendido, hoje é o melhor presente, é aqui que realizo o bom ou o ruim... É aqui que me construo, destruo e redescubro... E venho desejar á vocês um ótimo hoje, todos os dias!!!
segunda-feira, março 19, 2012
O mais assustador vive em nós
O medo é algo que nos acompanha desde o ventre materno, pois sentimos o mundo exterior de um modo único e barulhento, através dos sentidos do outro, do corpo que nos envolve e nos conduz.
O medo cresce com a gente. Dos monstros e fantasmas que povoam nossos quartos, nossos guarda roupas, em baixo de nossas camas, os nossos sonhos! O medo de perdermos nossos pais, nossa casa, não termos comida. Quando crianças sentimos medo ao vermos os mais velhos sentirem, temos medo de ficarmos sós, de irmos pra escola no primeiro dia de aula, de desvendarmos um novo mundo. Temos medo de estranhos, na minha infância tínhamos medo do homem do saco( que pegava as crianças e picotava), lendas de mães criadas para protegerem seus filhos.Não toque ali, não mexa acolá, não vá, não pegue, etc... Medo de errar, de apanhar, de ser pego numa mentira, de não ir bem na escola... São muitos os medos que povoam a cabeça de uma criança.
Mas continuamos a crescer, e enfrentamos novos medos, de não sermos os mais legais, inteligente, admirados do meio em que vivemos, de sermos rechaçados, humilhados, violentados, agredidos, difamados. E ainda apanhávamos por isso. Mas enfrentamos também o medo da solidão, do fracasso, do desamor do desafeto.
Nos deparamos com aqueles medos obscuros, que nos mantém em silêncio, desenvolvem nosso senso crítico, transformam aos poucos nosso mundo... Percebemos que nossa família não é bem aquilo que pensávamos que fosse e passamos a buscar uma nova identidade. Este é o princípio da nossa individuação!!!
E o medo continua lá, adotamos máscaras, estilos, grupos... Já pararam pra pensar o quanto nossa infância reflete nesse período?
Crianças que sempre foram tratadas com respeito, conseguem se enturmar mais rápido, são mais seguras, e felizes, e tem muito menos medo, do que aquelas que nunca foram verdadeiramente valorizadas, encaradas como problemas por aqueles que deveriam cuidar, amar e proteger.
Adultos temem a injustiça, a miséria, a doença, fome, violência... A morte.
Eu temo quando vejo pessoas dispostas a brigarem porque são apaixonadas pelo seu time, pela sua religião, pelos seus deuses, suas crenças, seu estilo de vida, e em nome disso passam por cima dos outros.
Eu temo quando vejo filhos matando pais, pais matando filhos. Temo as injustiças que são cometidas em nome do amor.
Certa vez falei aqui sobre abandono, descaso e conivência...
Quando menina acreditava que pai e mãe amam os filhos porque são deles, porque são pais. Mas não é verdade. Pais amam quando são capazes de amar, e muitos não são!!! Se não se tem amor, como cobrar amor???
Sempre ouvi que pais gostam de todos os filhos do mesmo jeito, como se fossem os dedos das mãos, nunca de quer perder algum, hoje entendo que isso pode ser verdade, porque podemos usar uns dedos pra foder os outros, ou para dar prazer a nós mesmos. Cada um sente como quiser, gosta como quiser, e que injustiças sejam cometidas com muitos em função de um, quem se importa?
Hoje como a maioria das pessoas adultas, não tenho mais medo de bicho papão, ou homem do saco, e compartilho com elas os medos da violência, da dor, da solidão, mas existe um medo, que é só meu, o de ter que admitir, frente ao espelho, que não sou amada pela minha mãe, e isso vive em mim, já foi um monstro gigante e horrendo, hoje ele só é feio como um espeto cravado no peito, que dói. Faço parte do grupo de pessoas que sabem o que é ser desrespeitado, por aqueles que deveriam amar e proteger, e por mais assustador que isso pareça, não não odeio minha mãe. Odeio o fato dela se compadecer com injustiças e compactuar livremente com mentiras, e ainda assim professar o nome de Deus... Se voc^, leitor, olhar para ela, não dirá, porque não convive, ou conviveu, que tão doce senhora, pode ser tão mentirosa e cruel. Mas sobrevivi a infância, graças as minhas irmãs e minha sobrinha, fui amada, cuidada querida e protegida, enfrentei e enfrento hoje o mundo com cabeça erguida, de forma honesta, não foi fácil para elas, mas me fizeram bem, me tornaram mais forte e melhor... Não temo mais a solidão nem o desamor, e luto para proteger os sobrinhos que vieram depois de mim... o resto é um buraco negro de emoções e sentimentos, um misto de revolta e dor... o meu monstro escondido.
O medo cresce com a gente. Dos monstros e fantasmas que povoam nossos quartos, nossos guarda roupas, em baixo de nossas camas, os nossos sonhos! O medo de perdermos nossos pais, nossa casa, não termos comida. Quando crianças sentimos medo ao vermos os mais velhos sentirem, temos medo de ficarmos sós, de irmos pra escola no primeiro dia de aula, de desvendarmos um novo mundo. Temos medo de estranhos, na minha infância tínhamos medo do homem do saco( que pegava as crianças e picotava), lendas de mães criadas para protegerem seus filhos.Não toque ali, não mexa acolá, não vá, não pegue, etc... Medo de errar, de apanhar, de ser pego numa mentira, de não ir bem na escola... São muitos os medos que povoam a cabeça de uma criança.
Mas continuamos a crescer, e enfrentamos novos medos, de não sermos os mais legais, inteligente, admirados do meio em que vivemos, de sermos rechaçados, humilhados, violentados, agredidos, difamados. E ainda apanhávamos por isso. Mas enfrentamos também o medo da solidão, do fracasso, do desamor do desafeto.
Nos deparamos com aqueles medos obscuros, que nos mantém em silêncio, desenvolvem nosso senso crítico, transformam aos poucos nosso mundo... Percebemos que nossa família não é bem aquilo que pensávamos que fosse e passamos a buscar uma nova identidade. Este é o princípio da nossa individuação!!!
E o medo continua lá, adotamos máscaras, estilos, grupos... Já pararam pra pensar o quanto nossa infância reflete nesse período?
Crianças que sempre foram tratadas com respeito, conseguem se enturmar mais rápido, são mais seguras, e felizes, e tem muito menos medo, do que aquelas que nunca foram verdadeiramente valorizadas, encaradas como problemas por aqueles que deveriam cuidar, amar e proteger.
Adultos temem a injustiça, a miséria, a doença, fome, violência... A morte.
Eu temo quando vejo pessoas dispostas a brigarem porque são apaixonadas pelo seu time, pela sua religião, pelos seus deuses, suas crenças, seu estilo de vida, e em nome disso passam por cima dos outros.
Eu temo quando vejo filhos matando pais, pais matando filhos. Temo as injustiças que são cometidas em nome do amor.
Certa vez falei aqui sobre abandono, descaso e conivência...
Quando menina acreditava que pai e mãe amam os filhos porque são deles, porque são pais. Mas não é verdade. Pais amam quando são capazes de amar, e muitos não são!!! Se não se tem amor, como cobrar amor???
Sempre ouvi que pais gostam de todos os filhos do mesmo jeito, como se fossem os dedos das mãos, nunca de quer perder algum, hoje entendo que isso pode ser verdade, porque podemos usar uns dedos pra foder os outros, ou para dar prazer a nós mesmos. Cada um sente como quiser, gosta como quiser, e que injustiças sejam cometidas com muitos em função de um, quem se importa?
Hoje como a maioria das pessoas adultas, não tenho mais medo de bicho papão, ou homem do saco, e compartilho com elas os medos da violência, da dor, da solidão, mas existe um medo, que é só meu, o de ter que admitir, frente ao espelho, que não sou amada pela minha mãe, e isso vive em mim, já foi um monstro gigante e horrendo, hoje ele só é feio como um espeto cravado no peito, que dói. Faço parte do grupo de pessoas que sabem o que é ser desrespeitado, por aqueles que deveriam amar e proteger, e por mais assustador que isso pareça, não não odeio minha mãe. Odeio o fato dela se compadecer com injustiças e compactuar livremente com mentiras, e ainda assim professar o nome de Deus... Se voc^, leitor, olhar para ela, não dirá, porque não convive, ou conviveu, que tão doce senhora, pode ser tão mentirosa e cruel. Mas sobrevivi a infância, graças as minhas irmãs e minha sobrinha, fui amada, cuidada querida e protegida, enfrentei e enfrento hoje o mundo com cabeça erguida, de forma honesta, não foi fácil para elas, mas me fizeram bem, me tornaram mais forte e melhor... Não temo mais a solidão nem o desamor, e luto para proteger os sobrinhos que vieram depois de mim... o resto é um buraco negro de emoções e sentimentos, um misto de revolta e dor... o meu monstro escondido.
segunda-feira, março 12, 2012
Meio século
Você sabe precisar o que aconteceu nos últimos 50 anos?
No sul da Bahia, em 1962, nascia minha irmã mais velha. No mundo os Beatles estouravam, Élvis ja era um sucesso, Rolling Stones também estourava, o movimento feminista e a favor de negros e homossexuais ganham força , nascem os hippies protestando contra a Guerra fria e a Guerra do Vietnã. Fidel Castro chega ao poder e antigas colônias começam o processo de independência. O homem pisa na lua, a IBM lança o chip, e surge a primeira molécula da internet. No Brasil explode a jovem guarda com Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléia e outros. Chico Buarque, Caetano, Gilberto Gil lideram movimentos estudantis a favor da democracia. Morrem J.F.K. , Marthin Luther King Jr, e Che Guevara. A tv a cores é lançada no mundo, e a Rede Globo é criada aqui no Brasil.
E no sul da Bahia minha irmã crescia, já ganhara outros irmãos, e vivenciara a morte de um deles. Saía, ainda menina, da Bahia para São Paulo junto com sua mãe e irmãos.
Morou com os avós paternos. Foi a escola enquanto o mundo entrava em revoluções em prol da independência, e pela tv acompanhava o escândalo do presidente Nixon com o Watergate, a crise econômica nos EUA por causa do petróleo, o aumento de armamento dos países, a violência política crescente, o fim da Guerra do Vietnã, o lançamento da Disco, a morte do Elvis. O Brasil é Tricampeão da Copa mundial. No rádio tocava Tim Maia, Elis Regina, Elton Jonh, Vinicius, Maria Bethânia entre outros.
Ia a igreja, arrumou namorado, engravidou, saiu da igreja, enfrentou o preconceito, casou, foi mãe aos 15 anos, saiu da escola, teve mais uma filha.
E a década de 80 começou sem muita felicidade ou perspectiva, mãe pela terceira vez, abandonada pelo marido, foi trabalhar como doméstica. Com três filhos e oito irmãos menores, não tinha muita escolha ou opção.
Guerras e guerrilhas dominavam o mundo, diversos conflitos civis, golpes militares, ameaças nucleares etc. Criação dos walkmans, computadores pessoais, IBM PC, Aplle Macintosh, Windows, videocassetes, descoberta da AIDS. Morrem Jonh Lenon, Tancredo Neves, Lauro Corona, etc. Madonna e Michel Jackson estouram mundialmente.
Namorado novo, outra gravidez, princípio de eclâmpsia, o bebê não resite e morre. Volta pra casa. Emprego e arrumadeira no Sheraton Mofarrej Hotel, conclusão do colégio, curso de auxiliar de enfermagem, início de uma nova vida.
Aprovado o estatuto da criança e do Adolesdcente, o Movimento das Diretas define a abertura da democracia, campanha de eleição pra presidente, em São Paulo a primeira prefeita mulher eleita pelo povo assume a prefeitura. A queda do Muro de Berlim. No Brasil Campanha para presidente.
Em 90 sai de casa com os filhos e não volta mais, compra o seu apartamento, trabalha, namora, trabalha, namora... Sempre foi casamenteira.
Collor é eleito, e dois anos depois renuncia, movimento dos caras pintadas, mais guerras, terrorismo. O Brasil é tetra campeão na copa. Popularização dos computadores e da internet, Windows 95, comércio eletrônico , utilização do DNA para solucionar crimes e comprovar paternidades. Michel e Madonna veem ao Brasil. Ascensão e morte dos Mamonas Assassinas. Morrem Renato Russo, Freddie Mercury e a princesa Diana.
Sai do apartamento e casa com um vizinho. Volta a morar perto da mãe. Torna-se avó pela primeira vez. Vislumbra a entrada de um novo século. O bug do milênio não acontece. A tecnologia aumenta nas redes sem fio, nos celulares, nas máquinas e computadores pessoais, de mão...
Torna-se avó pela segunda vez, casa os dois filhos mais velhos. Trabalha em dois empregos. Opera duas vezes da coluna, e nunca mais volta a ser a mesma!
Lava muita roupa, já que não pode consertar o mundo!
O Brasil se torna Pentacampeão. Avó mais uma vez, Seu filho mais novo sai de casa pra morar com a mulher.
Leva sua filha e genro para morar com ela novamente.
E assim seguem-se os dias, como na história é na vida, alguns dias são de paz, outros são de guerras, mas eles seguem, quem sabe o que será escrito no próximo meio século.
Por hora, comemorou seus 50 anos numa festa onde chamou seus parentes, amigos e conhecidos, e tornou-se tema do meu blog. Então Cássia Silva do Carmo, á você:
Feliz Aniversário!
Da sua irmã caçula.
Continuaremos escrevendo, esta e outras histórias!
domingo, março 04, 2012
Mister Por Quê
Vivia questionando o porquê das coisas existirem como existiam. Não entendia o mundo, dada sua grande complexidade. Procurou as Ciências e só se deparou com mais perguntas. Nada do que descobria era suficientemente explicativo e claro. Então desenvolveu teorias, filosofias... Quanto mais perguntava, menos sabia de si mesmo e de suas necessidades reais.
Um dia entrou num barco, desses pequenos, e se permitiu ficar a deriva por algum tempo... Era clara a noite e turvos seus pensamentos. Tantas indagações estavam enlouquecendo-o.
Porque nascemos, vivemos e morremos já não eram as perguntas que o moviam. Nem mesmo entender o andar da natureza, mesmo da humanidade...
Tantos livros fizeram dele um homem culto. Viver em sociedade lhe deram modos... Mas um porquê insistia em incomodá-lo: Sentia-se só.
Sim, tivera alguns relacionamentos, pessoas bonitas ou não, inteligentes, sensíveis, bacanas, até mesmo bem chatas, mas nunca se sentira realmente ligado a elas. Nada o preenchia.
Passara tanto tempo tentando descobrir verdades em tudo, mas nunca encontrou a única verdade que nos motiva a viver, entender conhecer o outro, o mundo, e principalmente sobre nós mesmos: o "AMOR". As estrelas foram se apagando, o céu escurecendo, de repente, água e céu tornaram-se um só na escuridão. Um raio cortou o céu, anunciando a tempestade que se aproximara, e então ele entendeu, sim, ele já tinha se encontrado com aquela verdade, sentiu o tremor nas pernas e frio no estomago, mas estava buscando explicações para todos aqueles por quês. Agora ele entendia. Precisava voltar atrás... Como?... Buscando tantas respostas ignorara a única que ele realmente queria?
A única vez em que se deparou, frente a frente com ela, usava um jeans surrado, tênis velhos, gastos pelas caminhadas que fazia, tinha um jeito engraçado de falar, de quem estava sempre fazendo algo acontecer, e sorria de um jeito escancarado, de quem não tinha nada a temer, montando projetos, construindo o mundo, carregando a vida consigo, e aquele brilho... Maria era o nome dela, como podia ter esquecido?
O vento soprava anunciando a tempestade que viria...
Lembrou-se de que por um momento, naquele encontro, pensara: "com você meu mundo seria perfeito", mas existiam os maneirismos que ela não tinha, o despudor com o qual falava das coisas e sobre tudo, sua falta de dúvidas, como quem nunca tivesse o que perguntar, porque não tinha dúvidas, apenas certezas. Ele sentiu medo, o mesmo que o fazia tremer agora, ou era o vento?
Gostaria de voltar atrás!
Porque nunca tornou a vê-la??? Olhar aqueles olhos que brilhavam toda vez que falava dos seus objetivos... Como pôde ser tão egoísta e covarde???
A chuva caiu. O barco naufragou , e enquanto ele lutava a deriva por sua vida em meio a tempestade, tornou a ver aqueles olhos a sorrirem pra ele... E dias depois seu corpo foi encontrado!
sábado, fevereiro 25, 2012
E assim nascem os anjos!
A realidade em que vivia era triste, mas só deu-se por isso quando os treze batera à sua porta. Não era de muita valia, nunca seria boa para nada, como seria, se nunca prestara?! Descendente de uma "raça ruim", a sua progenitora insistia em lembrar. Se esta que era sua mãe vivia lhe dirigindo tais palavras, como acreditaria num mundo melhor? Vantagem, não era a única, dividia essas carícias e elogios, com todos os outros nascidos da mesma barriga, exceto o que morreu ainda menino, este virou santo. Comparativo injusto quando se morre inocente... "Porque seu irmão, se estivesse vivo..." E a história continuava.
Sem sentimento! Mas se os tivesse, quem se importava?
As irmãs, que se dividiam entre aquelas que diziam "a mãe é assim mesmo, sempre foi assim..." e as que diziam que não seria assim pra sempre, seria diferente: "A gente cresce e não tem que suportar mais isso!!!"
A menina cresceu, tentou a marginalidade, mas nunca teve talento, só raiva por dentro! Não usou drogas, nem cometeu assaltos, nunca fez um aviãozinho ou pegou um pino de um traficante, mas não, não era boa!!! Não era boa mesmo, e nunca seria!!!
Depressão! E uma nova luta, pela motivação de estar viva. Entender que não se é amada por quem lhe pôs no mundo, é muito duro aos dezessete anos. Criou sua própria ilusão.
Suas irmãs as que se importavam com a quantidade de bebida que ela consumia, com a quantidade de gírias que falava, com quem namorava, onde ia, lhes davam asas, sonhos, coisas que elas, mesmas, nunca receberam, idas aos shoppings, cinemas teatros, música na vida, alegria!
Era amada sim, talvez não pelo amor original, que deveria ter sido amor, mas não foi, mas por quem , por não ter recebido, tinha criado um reservatório imenso.
Hoje, mais velha, em terapia, tenta entender como alguém que pari tanto pode amar tão pouco. É possível que essa seja a explicação, quem ama cuida, se cuida, e depois cuida dos outros, e não falo do cuidado de vestir, dar um teto, arroz e feijão, falo de olhar nos olhos, de tentar conhecer, entender, tocar, se aproximar do outro e de si mesmo, quem poderá saber?!
Não sei!!!
Ninguém sabe.
O que sabe, é que não se professa o Cristo idolatrando o diabo (e escrevo com letra pequena, porque quem passa a vida amaldiçoando os seus deve ser descrito deste jeito). O que sabe, e não com menos dor no coração, é que as pessoas são o que são.
Quanto a ela, cresceu! Escreve textos, faz terapia, tenta entender o mundo, mas não só ele, tenta entender as pessoas... aquelas que tornam-se perfeitas, e que tem justificativas para tudo, e quando os erros se tornam defeitos, arrumam desculpas (até mesmo para o aborto), e continuam a sorrir nos seus mundos perfeitos!!!
DEUS??? Deve ser uma utopia... ela até acredita, mas só tem convivido com a realidade!!
No demais ela teve e tem ao seu lado quem sempre lá esteve, pagando o preço e assumindo a culpa, sem ter ao menos, merecido... As irmãs, os anjos, aqueles que não escolheram ter nascido, mas que, em meio a tantas dificuldades e limitações escolheram e até hoje escolhem amar!!!
Talvez você leitor não saiba, mas ela descobriu, porque os têm, como nascem os anjos, e este é um segredo que ela não compartilha com mais ninguém!... Da minha parte só sei que é assim que nascem!!!
Se algum de vocês os encontrar, guarde o segredo, porque nada mais pode ser guardado!!!
Sem sentimento! Mas se os tivesse, quem se importava?
As irmãs, que se dividiam entre aquelas que diziam "a mãe é assim mesmo, sempre foi assim..." e as que diziam que não seria assim pra sempre, seria diferente: "A gente cresce e não tem que suportar mais isso!!!"
A menina cresceu, tentou a marginalidade, mas nunca teve talento, só raiva por dentro! Não usou drogas, nem cometeu assaltos, nunca fez um aviãozinho ou pegou um pino de um traficante, mas não, não era boa!!! Não era boa mesmo, e nunca seria!!!
Depressão! E uma nova luta, pela motivação de estar viva. Entender que não se é amada por quem lhe pôs no mundo, é muito duro aos dezessete anos. Criou sua própria ilusão.
Suas irmãs as que se importavam com a quantidade de bebida que ela consumia, com a quantidade de gírias que falava, com quem namorava, onde ia, lhes davam asas, sonhos, coisas que elas, mesmas, nunca receberam, idas aos shoppings, cinemas teatros, música na vida, alegria!
Era amada sim, talvez não pelo amor original, que deveria ter sido amor, mas não foi, mas por quem , por não ter recebido, tinha criado um reservatório imenso.
Hoje, mais velha, em terapia, tenta entender como alguém que pari tanto pode amar tão pouco. É possível que essa seja a explicação, quem ama cuida, se cuida, e depois cuida dos outros, e não falo do cuidado de vestir, dar um teto, arroz e feijão, falo de olhar nos olhos, de tentar conhecer, entender, tocar, se aproximar do outro e de si mesmo, quem poderá saber?!
Não sei!!!
Ninguém sabe.
O que sabe, é que não se professa o Cristo idolatrando o diabo (e escrevo com letra pequena, porque quem passa a vida amaldiçoando os seus deve ser descrito deste jeito). O que sabe, e não com menos dor no coração, é que as pessoas são o que são.
Quanto a ela, cresceu! Escreve textos, faz terapia, tenta entender o mundo, mas não só ele, tenta entender as pessoas... aquelas que tornam-se perfeitas, e que tem justificativas para tudo, e quando os erros se tornam defeitos, arrumam desculpas (até mesmo para o aborto), e continuam a sorrir nos seus mundos perfeitos!!!
DEUS??? Deve ser uma utopia... ela até acredita, mas só tem convivido com a realidade!!
No demais ela teve e tem ao seu lado quem sempre lá esteve, pagando o preço e assumindo a culpa, sem ter ao menos, merecido... As irmãs, os anjos, aqueles que não escolheram ter nascido, mas que, em meio a tantas dificuldades e limitações escolheram e até hoje escolhem amar!!!
Talvez você leitor não saiba, mas ela descobriu, porque os têm, como nascem os anjos, e este é um segredo que ela não compartilha com mais ninguém!... Da minha parte só sei que é assim que nascem!!!
Se algum de vocês os encontrar, guarde o segredo, porque nada mais pode ser guardado!!!
sexta-feira, fevereiro 17, 2012
A vida continua
Hoje uma moça morreu. Eu não sei o seu nome, de onde vinha ou pra onde ia, na verdade pra mim, ela foi apenas mais uma na estatística, mais uma morte de motociclista, nesta cidade de trânsito, louco e violento. A única coisa que vi, que denunciava a sua morte foi dois carros de polícia, com alguns policiais controlando o tráfego para que a perícia fosse feita. Não sei dos seus amores, quantos anos tinha, se vivia com seus pais, namorado, marido, amigos ou amigas... Não sei, realmente.
O fato é, hoje uma moça morreu, de forma imbecil, sem oração de extrema-unção, sem direito de ser socorrida pelo seu algoz, agonizou no meio da via pública até que uma alma misericordiosa ligasse pro resgate, e morreu!!!
Numa manhã que surgiu em cinza, o telefone tocou numa residência qualquer, e o dia ficou esquisito, sem explicação, em choque, consternado, bizarro, cabisbaixo, desesperado... Se deixou uma mãe, pai, ou irmãos não sei!
Também não sei dos sonhos que levou com ela até o momento fatídico, entre o acidente de moto, o atropelamento e o encontro com seu derradeiro destino. Mas sei que morreu! Não vi o corpo, não chamei o resgate, não senti sua dor nem seu desespero, não ouvi as sirenes serem ligadas, nem a vida voltar ao normal... Dela, pra mim, nada ficou, apenas a notícia da sua morte e uma grande mancha de sangue no asfalto.
O fato é, hoje uma moça morreu, de forma imbecil, sem oração de extrema-unção, sem direito de ser socorrida pelo seu algoz, agonizou no meio da via pública até que uma alma misericordiosa ligasse pro resgate, e morreu!!!
Numa manhã que surgiu em cinza, o telefone tocou numa residência qualquer, e o dia ficou esquisito, sem explicação, em choque, consternado, bizarro, cabisbaixo, desesperado... Se deixou uma mãe, pai, ou irmãos não sei!
Também não sei dos sonhos que levou com ela até o momento fatídico, entre o acidente de moto, o atropelamento e o encontro com seu derradeiro destino. Mas sei que morreu! Não vi o corpo, não chamei o resgate, não senti sua dor nem seu desespero, não ouvi as sirenes serem ligadas, nem a vida voltar ao normal... Dela, pra mim, nada ficou, apenas a notícia da sua morte e uma grande mancha de sangue no asfalto.
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
Será que voltei?!
Boa tarde ex caros leitores, se é que ainda restou algum por aqui! Há muito não escrevo, mergulhada numa fase de auto-descobrimento e realizações não tenho dedicado muito tempo a essa arte - onde ainda engatinho, se é que de fato aprendi escrever algo realmente! - . A minha última postagem data 17 de outubro e falava de relacionamentos. Não, não que eu tenha abandonado minhas opiniões políticas, não mesmo, sou aquele tipo de pessoa que tem uma opinião sobre quase tudo, taurina que sou, tenho dificuldades em mudar, mas procuro aprender e principalmente compreender melhor as coisas e as razões de ser delas. O ano de 2011 passou, acabou, começou 2012 e nada de escrever. Houveram dias ociosos e vazios, claro, mas também houve tanta corrupção, notícias ruins, que não, preferi não falar sobre nada, nem mesmo sobre mim. As reflexões de fim e início de ano deixei de lado, as constatações também mas tenho sentido quela coceira nos dedos, aqueles estalos de idéias, que povoam minha mente como bolhas que explodem em tantos rompantes e calmarias, que precisava, preciso, precisarei escrever, até que as palavras expressem tudo aquilo que deixei calado nesses meses todos! Preciso derramar meu coração, minhas críticas, minhas experiências, preciso descrever o meu olhar sobre o mundo.
Quando comecei escrever este blog penseis que seria mais fácil, afinal todos os dias acontece algo inacreditável, incrível, bizarro absurdo, ou simples acaso, detalhe que impressiona, encanta ou desencanta, mas não meus queridos, não é fácil, porque há dias em que as coisas falam mais alto do que minha capacidade de reproduzi-las. Pode ser um momento de espanto, felicidade ou tristeza...Às vezes a inércia.
Não quero acordar, não quero acordar... Acordei!!! E num momento de dor, mas também de esperança, de certezas e entre elas tantas incertezas, mas num momento em que o que me parece mais certo, é o que deve ser, a velha busca, renovada, revista, passada a limpo...
Reescrita. Estou de volta e se você estiver por aí, vez ou outra. dê um sinal de vida, quero saber quem está aí! Da Zona leste de São Paulo estou te convidando, vem dividir o mundo, o seu universo, ao menos uns pedacinhos comigo. Câmbio. Desligo. Mas, qualquer coisa é só chamar.
segunda-feira, outubro 17, 2011
"Mulheres, não fiquem magoadas, vinguem-se!'
Tudo começa com aquela perseguição básica: A insistência de encontrar olho com olho por entre pessoas no mesmo ambiente, então a gente se pergunta: é comigo? Será que é pra mim que ele está olhando. Então aquele encontro fatídico, olho a olho, em meio a tantos olhos, esses dois pares se cruzam como se um soubesse que o outro, por alguma razão é totalmente especial, único.
O passo seguinte é aquela aproximação, os elogios e as curiosidades partem de ambos, embora o macho seja mais galanteador nesse período, a fêmea é mais faceira, claro, se põe mais bonita, entre olhares, cruzadas de pernas, e rebolados sinuosos, com toda a delicadeza feminina, então o encontro não só dos olhos, mas dos lábios, exploradores do gosto, como existência real dentro um do outro. Seguem-se os encontros, regados a beijos ardentes, telefonemas saudosos, a ânsia mútua de se verem, encontrarem...
O namoro!
... E não há nada mais gostoso do que início de namoro. Novos namorados estão sempre sorrindo, não há sofrimento no início do namoro, só o conhecimento, o reconhecimento de um pelo outro. A novidade que mata a melhor amiga, ou o melhor amigo de inveja, porque nessa fase ocorrem também o distanciamento de um mundo que existia por parte de um, para a possível penetrabilidade, inserção, no mundo do outro. A busca pelo vínculo, não só de um com o outro, mas dos universos de ambos.
Daí, a primeira briga, por motivos banais, o mais provável por nos sentirmos, depois de algum tempo, invadidos, ameaçados, pela presença tão constante do outro em nossas vidas, que precisamos nos descobrir como indivíduos, novamente. Então essa briga pode se dar por diversos motivos, por causa do tamanho da mini saia dela, que há alguns meses não usava pra que ele não pensasse que era vulgar. Ou por causa da ida dele ao futebol, coisa que não fazia desde o começo do namoro, não queria perder a chance de conquistá-la. Ou, sei lá, por causa da happy hour depois do serviço, uma ida ao shopping sem uma ligação dando conta dos passos de um para com o outro.
O egoísmo!
Sobreviver a essa fase é simples, o encantamento ainda é maior do que quaisquer que sejam os defeitos que a fêmea ou o macho nesse período, possam vir a apresentar! No outro dia, uma das partes liga pra outra para apaziguar a situação, então se encontram e namoram como da primeira vez, é lindo!!!
Mas nesse momento, um decide tentar se impor sobre o outro, para não brigarem buscam acordos sobre o futebol, a happy hour, as idas ao shopping, mas sobre a mini saia, nenhum acordo. Então a fêmea, vacila com ela mesma, pela primeira vez, e a partir de então, está fadada a fazer concessões, para que a relação dê certo. Afinal, ouviu a vida inteira que a inteligência emocional do sexo frágil é maior do que do macho, que é assim mesmo e pronto!
Passa a visitar menos as amigas... E o feliz, chega cada vez mais tarde nas noites de sextas-feiras, já vem com o intuito de dormir na cama da fêmea, como proprietário de papel passado. Fazer sexo nem pensar, porque quando ela não está com raiva o suficiente para fingir dor de cabeça, ele está cansado ou derrubado pela cerveja que tomou antes de fazer a visita obrigatória. A fêmea já não sabe mais o que é um motel, ele passa o sábado se recuperando da semana inteira, sentado no sofá da casa dela, com controle remoto na mão, ou desculpa-se e vai para casa terminar de dormir o que não dormiu na casa dela porque a família toda estava lá. E o domingo, ela já sabe, é véspera de segunda feira... Daquele jeito!
Os compromissos, os projetos, a união dos salários em prol de um futuro promissor, de terem a própria casa, constituírem família, tomam conta dos beijos ardentes do começo, do sexo feito com paixão , da exploração dos corpos um do outro para descobrirem o que gostam e se completarem. Tudo fica morno, quer dizer, fica frio mesmo!!!
Um dia ela descobre que tem outra fêmea na parada encantando o macho morno que se apresenta em sua cama e manda tudo pro espaço.
Ele chora, pede perdão!...
Ela aproveita esse tempo pra fazer sexo com um ex, que era delicioso, mas que se perdeu em meio ao comodismo, e depois de saciada a sua vontade, aceita o desajustado de volta, e seguem com seus projetos.
Ela aproveita esse tempo pra fazer sexo com um ex, que era delicioso, mas que se perdeu em meio ao comodismo, e depois de saciada a sua vontade, aceita o desajustado de volta, e seguem com seus projetos.
Pensa que está ficando velha e precisa casar. O o idiota entende o recado e se mostra pior do que antes,. Passado mais um pouco de tempo, ela entende que ele é um acomodado e busca novamente ser feliz!!!
Nesse processo ouve coisas do tipo: "você não é mais a mesma", "o seu problema é que você é interesseira", ou "eu não sei do que tanto você reclama, deve ser patológico".
E em meio a tudo isso, ela conhece alguém que lhe diz o quanto ela é interessante...
E o namorado, coitado, ela olha bem nos olhos dele enquanto lhe dá um beijinho antes de sair de sua casa e pensa, "como você pôde me magoar tanto?"
E em meio a tudo isso, ela conhece alguém que lhe diz o quanto ela é interessante...
E o namorado, coitado, ela olha bem nos olhos dele enquanto lhe dá um beijinho antes de sair de sua casa e pensa, "como você pôde me magoar tanto?"
Em seguida com um sorriso entre os lábios concluí: "CORNO!!"
Ri-se lembrando de sua amiga que sempre diz:
"Não fique magoada, vingue-se!"
segunda-feira, setembro 12, 2011
Um pouco de mim II
Talvez você não me conheça, ou talvez, saiba bem mais quem eu sou. Porque na incoerência do ser eu me torno, me transformo, busco e rebusco um pouco do que há de melhor em mim. Talvez você me leia de um jeito que eu nunca tenha escrito, porque o que escrevi cabe em linhas que são por mim percorridas, seja no amor, na dor, na política.
O que escrevo vem desprovido do seu senso crítico porque é só meu, sou só eu. Talvez, antes de escrever mais um pouco eu precise ler mais do que muito mas pra pensar, pra fazer... Pra expressar um pouco de mim necessito apenas de palavras... Dessas que não me abandonam porque, sou a mesma que ama e odeia tantas coisas na antítese do existir, e que valorizo aquilo que se é, que se torna ou deixa de ser porque olho o novo, sem me esquecer do velho.
Um pouco de mim...
Ainda não li tudo o que foi escrito, mas já escrevi sobre tantas coisas que muitos não leram, e não deixaram de ser escritas, também não deixaram de ser lidas, mas estão lá, estão aqui, e quando você ler, estarão aí, experienciando um universo que não será mais só seu porque eu entrei nele e estarei pra sempre com você.
Um pouco de mim é pura sacanagem, daquelas que fazem os olhos cintilarem, de curiosidade ou prazer. Que instiga você a saber mas sobre mim ou descobrir meus segredos. Instiga você a me provar e não me esquecer, porque posso ser doce ou acre, quem vai saber?
Um pedaço de mim, é debate, discussão, opinião, inteligente e burro, porque desconhece outros tantos pedaços que montam um quebra-cabeças intrínseco e sendo assim é criativo, genial e superficial porque só enxergo por um prisma o meu, e quando falo, sou apenas eu. Mas um pedaço de mim ouve e pondera, e rejeita ou aceita, não sei, porque é a parte minha que encontra o teu ser, que fala que ama que expõe que odeia, que pensa e que não sou eu mas passa a fazer parte de mim como algo que eu quero por dentro ou lanço fora por não deixar que me contamine ou me pertença por ser seu!
Parte de mim é política, é corrompida e corruptora, mas tenta ser correta, coerente, clara. Parte promessa, parte ilusão, outra teatro, quando não circo. Derramo-me as vezes em dramas e tragédias, mas não desperdiço uma boa comédia poque o riso me enche da esperança de ser.
E quanto a ser... parte de mim não foi escrita. Porque antes prefiro ler um pouco mais de você e se possível, escrever contigo uma nova parte de uma outra história. A nossa história. Então parte de mim está incompleta. Venha me ler!
quarta-feira, agosto 10, 2011
Então um dia, abri todas as portas e janelas e deixei entrar o ar que não senti girar dentro de mim.
Pude inspirá-lo com tamanho desespero como se depois daquele, não houvessem outros ares a serem respirados ali.
Prendi-o nos pulmões como que faz um bicho bravio, cativo, e fica ali a observar, sentir, num misto de medo e prazer de o saber ali!
Não podia, não pude mais segurá-lo...
E pelas mesmas portas e janelas por onde entrou, não percebi, que foi por uma delas que também deixei você sair.
Senti pulmões e garganta ressequidos.
Um desamparo na alma
e duas lágrimas a correrem dos meus olhos!
Pude inspirá-lo com tamanho desespero como se depois daquele, não houvessem outros ares a serem respirados ali.
Prendi-o nos pulmões como que faz um bicho bravio, cativo, e fica ali a observar, sentir, num misto de medo e prazer de o saber ali!
Não podia, não pude mais segurá-lo...
E pelas mesmas portas e janelas por onde entrou, não percebi, que foi por uma delas que também deixei você sair.
Senti pulmões e garganta ressequidos.
Um desamparo na alma
e duas lágrimas a correrem dos meus olhos!
Assinar:
Postagens (Atom)






